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The Sword of the dales (premissas)

A aventura é pronta, mas isso não significa que eu não possa ambientar as coisas pra vocês.

O que temos até agora:

um homem de armas (um cavaleiro Dragoon);
um clérigo (de latander);
um Monge. ele nasceu multiclasse mas precisei adaptar pq era muito roubado, acabei usando umas regras da DB;
um mago de sangue. (usa o próprio sangue como componente material para determinadas magias)
um ladino (um bucaneiro/pirata)

A campanha vai ser na região próxima de Comanthor (antiga floresta que cercava a nação elfica de Comanthyr e a corte elfica de Mith Dreanor). Vamos começar em Shadowdale (ou vale das sombras), lar de alguns dos maiores aventureiros de toda FAERÛN (como Elminster). Pretendo andar com os aventureiros por um período na região dos vales e vou acrescentando outras regiões com o passar do jogo.

Pra acelerar o processo, adianto o seguinte:

A região dos vales fica localizada no coração do continente, cercada pelo grande deserto a oeste, pelo mar da lua a nordeste, bem como pelas terras de Conmyr e Sembia a sudoeste e sul respectivamente.

Esta é uma região sem um governo central. Uma região eminentemente feudal em que há pequenos grupos sociais que se dividem em pequenas regiões conhecidas como os vales. Aqui encontramos o Vale da sombra (shadowdale), Vale da Adaga (daggerdale), Vale da cicatriz(scardale), Vale do arco (archendale) e outros vários pequenos vales, todos eles governados por senhores escolhidos, em sua maioria, pelo povo, por aclamação ou voto.

Esta é uma região que se suporta sozinha, sem muita necessidade de ajuda de regiões externas. Isso auxilia o governo local a se manter unido, mas gera problemas outra monta. EM geral, esta autosuficiência leva à autoconfiança excessiva. Isso já custou a existência de alguns dos vales mais antigos após ataques de uns vales contra os outros, ou de forças vindas do norte (mar da lua) marcada pela figura dos Zhentarim, ou ainda as constantes investidas de influência de Sembia e Conmyr (este último já tendo tomado posse da cidade de Tilverton, ao suldoeste dos vales, no estreito de tilver).

Atualmente, o maior problema da região atende pelo nome de Zhentarim. Esta sociedade não tão secreta, proveniente do mar da lua e da região conhecida por forte Zhentil arregimentou tropas de mercenários e tomou de assalto, pela força e politicamente o Vale da Adaga (daggerdale) e governa com punhos de ferro a região desde a cidade de DaggerFalls. Há no entanto um grupo que, sob o comando da aventureiro Randal Morn (um dos últimos sobreviventes do antigo clã que governava a região e legítimo herdeiro aclamado do vale da Adaga), faz resistência ferrenha aos Zhentarin.

Corre um boato que Randal Morn estava planejando sair a procura de um artefato muito antigo que, sozinho, seria capaz de virar o jogo a seu favor na luta pelo domínio da região.

É mais ou menos aqui que os PCs entram.

A noite, na velho crânio, a história que corre a boca pequena é que as forcas Zhentarim estão em festa. Em uma expedição à procura do artefato que poderia mudar a história da guerra civil do vale da adaga, Randal Morn e sua trupe soferam uma terrível derrota. Atacados por forças desconhecidas, Ele e seus companheiros foram esmagados e Randal levado como refém em uma batalha e não deixou sobreviventes.

O detalhe é que se não houvesse sobreviventes, a história não teria chegado à shadowdale, muito menos ao velho crânio.

Talvez nada possa ser feito, talvez possa. Talvez não faça mais diferença: Com o último herdeiro de direito do vale da adaga fora de jogo, as forças do forte Zhetil estão com o caminho livre para esmagar os poucos rebeldes que se opuserem a eles. Entretanto os arquitetos do plano Zhentil de dominação dos vales não perderão a oportunidade de ter a cabeça de Randal em um lança e vão atrás de seu corpo, ou do que restar dele.

Bem vindos a shadowdale. Acho que esta é uma péssima época para se estar nos Vales.

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Sessão #1 The sword of the dales (parte 2: diário de campanha)

Faltou eu fazer o diário da campanha.

Prologo:

Contratados na cidade de Tilverton para servirem de braços armados contra toda sorte de perigos que atormentam as caravanas que atravessam a estrada Northride em direção à Shadowdale levando especiarias e itens para serem vendidos nos mercados dos vales, nossos heróis passaram pelos primeiros dias de viagem sem encontrar dificuldades, atravessando os picos do trovão pelo estreito de Shadow Gap.

No entanto, como não é pela fama de tranqüila da Estrada escolhida que a escolta foi contratada. Logo que a caravana colocou os pés fora do estreito da sombra – numa noite de lua alta – eles foram surpreendidos por um clã de goblins salteadores vindos do bosque de Spiderhaunt. A luta foi intensa, os pequenos esverdiados pareciam estar bem preparados e quase dois dos guardas-costa voltaram pra casa em caixões de madeira.

Passado o primeiro susto, mesmo tendo perdido parte da mercadoria para os salteadores (pensem pelo lado positivo, várias crias goblins terão comida pelas próximas semanas e crescerão mais sadias e bem alimentadas ;P ) nossos heróis encontraram uma patrulha de Shadowdale acampada a meio caminho do bosque Spiderhaunt. Naquele acampamento eles puderam se recuperar melhor do encontro da noite anterior e tomaram conhecimento de alguns boatos que corriam sobre o vale da espada e a ocupação Zhetarim.

Depois de se despedirem, ao final do sexto dia de caminhada, a caravana foi novamente surpreendida enquanto guardava acampamento. Desta vez, lobos dos vales, atraídos pelo som dos animais transportados, atacaram os mercadores, sendo afastados com certa dificuldade pelos aventureiros.

Nos dois dias seguintes, apenas o encontro com a caravana para o sul era digna de nota. Alguns ítens foram comprados, mas nada que pudesse pesar no bolso.

Após este último encontro, por idéia dos heróis, a caravana passou a apressar o passo em direção de Shadowdale.

Ao chegarem aos pés do bosque do vale das sombras, a caravana foi novamente interrompida. Dessa vez, um grupo de bandoleiros se aproveitaram da presença de um gigante do bosque para extorquir aos mercadores e aos aventureiros. Não satisfeitos, nossos heróis decidiram pagar a taxa pela passagem de outra forma: na base da porrada!

O combate estava bastante desequilibrado, em razão da chuva de virotes de besta provocada pelos bandoleiros escondidos entre as arvores. No entanto, o jogo acabou virando em favor dos heróis com a chegada do monge e do mago, que assustou os bandoleiros ainda combatentes com suas magias de sangue em direção a um gigante da floresta para serem trucidados.

O resto da viagem foi bastante tranquila, durando apenas o necessário para a chegada da caravana sã e salva à ponte de entrada na cidade de Shadowdale.

Aguardem o primeiro capítulo da campanha. O coro ainda nem começou. E eu já estou preparando umas surpresas pra o bloodmage roubado!!! quem viver verá!!!! MHUHUHUHHUH…. MHUAEheauehuehaheuhauhe!!!!

/me com cara de vilão mau.

Conto #1 (Forgotten Realms)

63 anos da benção do trovão pelo senhor do martelo das almas, Ano da manopla.

42 anos de nosso nascimento.

Sexto dia do mês do martelo.

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Desculpe a caligrafia rabiscada. É difícil escrever alguma coisa quando se está em uma carroça em movimento, cercado por beterrabas, carne salgada e barris de cerveja. Sem contar com a qualidade do terreno no caminho sul da rota do mar da lua: isso aqui só tem piorado nos últimos anos.

Acho que você se lembra bem como corríamos por estes campos quando jovens, eu e você.

Sinto sua falta, sabe. Lembro quando você decidiu partir. A minha escolha te dilacerou, eu sei. Perdão. Mas tradição é tradição, e eu me sinto tão culpado por isto. No tempo de nossos pais tudo era mais fácil: No clã Barba Bifurcada o primeiro rebento de cada família será sempre um Martelo de Moradin. Havia sido assim desde muitos anos em Adbar, na Fronteira Prateada. Tinha sido assim com nosso pai também. Ninguém podia adivinhar que a benção de Moradin atrapalharia séculos de tradição.

Longe de Adbar, aqui no Vale da Névoa, entre dois filhos a escolher – ainda não entendo o porquê – ele escolheu a mim para ensinar.

E eu ainda me sinto tão culpado.

Se eu não tivesse ficado em silêncio, eles não te culpariam pela nossa travêssa investida na fronteira da floresta de Cormanthor. Você não receberia o peso da culpa pela morte daqueles dois humanos, seria certamente quem nosso pai escolheria como representante do clã e talvez estivesse aqui em meu lugar – rumando para Comyr para terminar o treinamento.

Nossa mãe ficou arrasada com sua partida e ainda a encontro chorando pelos cantos. Eles ainda sentem sua falta, talvez mais do que eu.

O frio do início do ano e a neve só aumentam enquanto me afasto da fazenda. Não sei como esses humanos se acostumam tão rápido a este ambiente hostil. Se não os conhecesse há algum tempo, diria que eles são loucos por ainda fazerem a travessia do Estreito de Tilver nos Picos do Trovão em direção à Comyr. Aquele lugar fede a orcs e ogros. Mas como não há outro caminho melhor para seguir naquela direção, melhor que seja nesta época, em que os gigantes aproveitam para hibernar.

Engraçado como o frio também me lembra você. Como você sempre cuidava de mim e me ensinava coisas novas, como nossas primeiras cervejas anãs tomadas na taverna de O Barranco ao som de musicas lendárias aos plenos pulmões, só pra esquentar o peito e aquecer a alma.

Sinos na estrada. Um som familiar. Deixe-me ouvir um pouco. A mensagem é clara mesmo com todo este vento, que ótima surpresa: mais uma anã do escudo deu a luz a gêmeos, como nós. O sorriso no meu rosto não afasta o misto de contentamento e de aperto que percorre meu peito. Moradin há de me dar outra vez o prazer de te encontrar, de te abraçar, de te dizer o quanto eu sinto e que todos nós esperamos o seu retorno.

Suas últimas notícias datam de muito tempo e o dom dado aos gêmeos do trovão parece não funcionar mais. A última vez que te senti foi a três meses. Sei que os barqueiros da Casa Anã ainda não te levaram porquê você sempre foi forte demais para perecer por qualquer peleja, mas pressenti medo e a mesma determinação de sempre. Não sei quem são seus atuais companheiros, mas devem estar te levando para um mar de aventuras – algo pelo quê você sempre sonhou.

Não vou me preocupar. Vou apenas seguir meu destino e, quem sabe, o meu e o seu se cruzem novamente. Enquanto isso vou escrevendo. Quero poder te contar tudo quando te encontrar, do jeito que você fazia quando sumia de casa por dias na infância.

A Comyr, então. Que este mundo traga o que há de melhor, porquê este filho do trovão, sob a benção de Moradin, sairá ileso de tudo que jogarem sobre ele! Assim como nossos pais, assim como todos do clã, assim como todo anão do escudo, exatamente como o Forjador de Almas nos ensinou.

Saudades, minha irmã. Te verei em breve. Viaje sob as bençãos de Moradin e sua esposa. Cuide-se!

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Rurik Barba Bifurcada. Anão do Escudo, servo de Moradin.

Sessao #1 sword of the dales (Parte 1: apresentação).

Eu nunca fui muito fã de usar aventuras prontas nas minhas campanhas. Verdade que adaptava artefatos aqui ou ali, encontros desta ou daquela aventura, mas nunca uma aventura inteira. Até tentei uma vez, mas ela acabou muito diferente do planejado. Dessa vez é diferente. Queria comecar a mestrar, mas não tinha tempo de planejar nada. Dai decidi que ia usar uma aventura simples, dessas feitas pela tsr mesmo. Rodei um bocado ate encontrar uma que eu gostasse e achei. Na verdade eh uma trilogia: a espada dos vales; o bosque spiderhaunt; o retorno de randal morn. As 3 eu achei em pdf na web.


Depois discuto os aspectos positivos e neg. de usar uma aventura pronta. O que interessa aqui é a sessão. Entao vamos a ela.
Montei um grupo com 5 aventureiros: 2 homens de armas (monge e cavaleiro dragoon), ladino(bucaneiro), clerigo(latander), arcano(mago de sangue). As caracteristicas basicas dos personagens eu explico depois. Como precisava por os 5 juntos, fiz um prologo de uma sessao inteira. Precisava fazer a historia funcionar e trazê-los a shadowdale. Simples: disse q eles teriam sido contratados em separado por uma caravana q queria ir de tiverton a shadowdale pelo estreito de tiverton através das montanhas do trovao. Eu queria reunir o grupo sem parecer muito forcado, ate pq ninguem tinha feito background. Consegui.
A sessão toda girou em torno da viagem e ela em si foi muito divertida. Usei um monte de encontros aleatorios que as aventuras prontas me deram e foi divertido ver os jogadores interagindo para renegociar o contrato com o npc e se irem desenferrujando com os esteriotipos, já que a maioria não jogava há alguns anos.
Os encontros que mais gostei foram 2. Não pela confusao em si, mas pelas perspectivas que me deram e pela forma q foram resolvidos. O primeiro foi com uma matilha de lobos. A noite, os lobos atacaram o gado transportado depois que o bucaneiro, que estava de guarda, apagou vencido pelo rum. O suspense criado com a situação mudou até a forma deles montarem guarda nos dias seguintes. Algus lobos fugiram e passaram a seguí-los. O divertido é que eles ainda acham que os lobos estão espreitando, mesmo depois de 3 sessões.

O segundo encontro também foi divertido. Um porque envolveu também um pouco de tensão quando alguns bandoleiros surgiram exigindo um pedagio para deixar que a caravana passasse. Dois, pela forma que foi resolvido o combate: com a ajuda inesperada e involuntaria de um gigante da floresta (que era pra ser outro encontro).

Cofesso que errei a mão um pouco no tempo. Era uma quinta feira e jogamos até umas 2h da manhã (começando às 20h). Tinham 2 colegas que pegavam no trampo as 6h na sexta. Foi meio louco, mas foi divertido.
O interessante é que poucos deles já haviam jogado em forgotten. Então era novidade tanto pra mim qnt para eles. A ambientacao no inicio foi um pouco demorada, mas acho que depois com o passar das sessões eu e eles entendemos melhor o esquema.

É  isso, depois reporto as outras sessões (ja estamos na quarta).